Sunday, December 07, 2008



Nesse nosso silencio traço a unha na carne brilhante e observo sua nudez. É um daqueles momentos em que você para e promete a si mesmo não esquecer do que sentiu naquele exato silencio, naquele suspiro esvaido. Daquelas pausas eternas que entornam o universo de magia, contrastando a vida e ansia. Durante toda a manha tive disrritimia cardiaca. Tive insonia. Tive angustia. Bruxismo. 
Talvez por ser um domingo os pássaros cantavam mais felizes, ou talvez fora a claridade de toda aquela manha que perturbou meus sonhos. Pude, num momento de tontura, sentir seu cheiro me arrepiar os pulmões, seguiam direto de seu colo até mim, predestinados a meu sabor. Tentei, e muito, praticar telepatia e fazer dos meus pensamentos seus. Ainda acredito que consegui, em partes.
Acordo do pesadelo que não dormi e sigo calado, devo caminhar. É preciso caminhar.

8 comments:

Que? said...

vc naum sabe o fim pq naum se deve ter fim....nunca

Victor Meira said...

Concordo: é necessário caminhar (deslocar essa maçaroca química que nos compôe).

Belo texto, nego. Um turbilhão de sentimentos, angústias e devaneios erotizados. A falta de uma complitude qualquer. A tentativa da transcedência ao fantástico é coisa necessária nas manhãs vadias (telepatias e telepatias...).

Bom, legal.

PS: brother, me passa teu email pra a gente organizar o lance do blog comunitário, o Maná Zinabre. Vou mandar um email ainda essa semana, pra a gente se organizar, traçar uns parâmetros e decidir os dias de cada um.

Emely said...

sempre em frente!

Que? said...

eu queria que vc ficasse do meu lado

Que? said...

me dah um frio na barriga

Que? said...

caminha de volta pra cah

Priscila Milanez said...

Belo texto!

Miguel Barroso said...

Sim, caminhar através deste belo texto sónico e sonoro. Brilhante!


Abraços d´ASSIMETRIA DO PERFEITO