Saturday, August 02, 2008
Tuesday, June 03, 2008
Ali estava esse corpo, mirando ao verde da natureza sem saber o que pensar. O fazia pelo simples fato de estar em silencio, pelo simples fato de nao querer usar sua mascara social. De fato nao estava a pensar muita coisa, as vezes um pensamento fulgaz vinha a sua cabeca e logo se dissipava com o vento gelado que soprava no fim daquela tarde nostalgica. Hora mirava ao horizonte, hora mirava aos ceus, hora ao chao; Sempre movendo pedrinhas ao leu. Esse corpo ja nao fazia sentido a pessoa que estava a sentir, era apenas mais um animal humano que adoecera com a vontade de ser mais, era apenas mais uma contaminacao que jamais voltaria a ter a paz. Esse momento de inspiracao o passou sem dizer uma palavra, fora apenas o silencio da solidao respirando baixo a sua atencao, contemplando a distracao que vivera por tanto tempo.
Sempre fazia sua reza antes de se cobrir e esperar a solidao chegar, esse momento sonado era tal que o fazia sentir vivo novamente, podia tocar sua musica e voltava a sentir, mesmo que por alguns instantes, o cheiro daquele prazer. Durante muitas vidas tudo se passava novamente com a perfeicao do momento, as risadas eram tao altas que chegavam a despertar, o gosto tao vermelho que podia inundar e o sorriso tao perfeito que se colocava a chorar. Ao clarear sua mente voltava a escurecer o dia e todo novamente se fazia inundar em nostalgicas correntes de ar que sopravam sarcasticamente seu mal estar. Abrir os olhos era o mesmo que se afogar, podia ainda relembrar o deleito de seus ceus, e isso o fazia querer se jogar de volta ao abismo da escuridao, que aos poucos se clareava novamente afogando-o em pura solidao. O clarear era pra ele o desespero de despertar, olhava a todos os lados tentando ainda agarrar algo que pudesse o fazer relembrar dessa vida que acabara de deixar. Eternos segundos o faziam distanciar sem nem poder se levantar, tendo que voltar a sua indiscutivel realidade, o silencio da solidao a cantar.
Em muitos locais diferentes esteve a sonhar e todos o faziam viver, respirar novamente o ar que o dopavaem insanidades irreais. Ao esfregar seus olhos com os dedos tao gelados pensava estar morto, ou ao menos por um momento desejava estar. Que podia ali fazer? Um anjo caido, deixado aos cuidados de seus pensamentos nem sempre vegetarianos, canibalizando a todo seu sistema com essa voraz vontadade de voltar, viver. Seus pecados nao lhe foram apagados e sonha acordado com a vontade de nao ser, nao crer. Para sua vida soh lhe resta caminhar, sozinho no silencioso caminho do mal estar.
Suas dores na manha fria lhe doem, mas o que lhe corroe e destroe eh apenas o fato de poder ouvir claramente nesse silencio todo seu corpo trabalhando e mantendo a dor latente de continuar a sonhar. Ao parar de pensar o sol sai e volta para dar forcas as esperancas, segue seu caminho sozinho esse homem a sonhar, despertar, chorar, levantar, pensar, respirar.
Friday, December 14, 2007
Absolvido estou,
de mim mesmo
.......................soul
sou dado e alienado,
solvido fui no ácido sabor,
sovada foi a estética da
..............................dor
sol to dentro do sol
...............................sticio de sa
..................................................dor
Absolvido vou,
dentro estou.
Quieto.
com fundo a ir
........................real
.................idade,
de seres velhos,
hoje novos cegos.
visionários da ilusão,
da cegueira da(o)
......pai
......................chão.
Thursday, December 06, 2007
.
.
.
.
É.......U
...SOL
............POR.....NO
................O
...........................GRÁFICO
.........................................SÓ..................B.
.............................................PELA
.........................................DO
.............................................PELA
..........................................PARE............D.
PARA.
.....POSA.
.......................PE...................NE.......................TRA
PRONTO
.....G!
.......................................A
...........................................PÉ
.................................................LÊ
......................LÃ
............................B
................................DÁ...............................GOSTO
PO
........RR....RR....RR....RR.........AAA.....AAA........AAA..........AAA............AAA..............AAA
GO
......SEI.
Thursday, November 29, 2007

Saturday, November 24, 2007
e não espero que goste do que sou,
de nada espero de quem nada entende.
esse mundo é meu...
não aceito ordens,
não creio em vão.
nunca pedi que fosse a minha imagem,
nunca pedi que fosse a perfeição.
só queria a compreensão,
de que tudo é pura ilusão.
digo, repito, dou risada em voz alta.
não serei você, nem ninguém...
serei eu.
e somente a mim cabe saber quem sou.
Saturday, November 10, 2007
Thursday, November 08, 2007
Saturday, November 03, 2007

Fora a paixão por você, sobram cinzas espalhadas sob o chão de madeira.
Fora a minha mente perturbada, sobram as flores do mundo.
Por que toda essa insolência? me pergunto todos os dias ao acordar. Reviro a casa, vasculho os cantos mais obscuros incessavelmente até que meu corpo se fadigue e desista.
Desistência? física. Minhas magoas me espetam como espinhos de rosas a cada segundo, e tornam a vida um delicioso orgasmo masoquista.
Cada segundo, cada minuto, cada vida. Agora e nunca, o infinito é o ser que coroe minhas possibilidades, estoura meus limites e da a vida um sabor peculiar.
Seu jardim de flores brancas seca com a falta do meu infinito ser. Sua vida é cinza e livre.
Quer ver o jardim branco? beba do infinito.
Quer viver eternamente? corra. corra muito.
Wednesday, October 31, 2007

e a poesia que há dentro de você,
se diminui ao tentar ser escrita,
se diminui ao tentar ser entendida.
e você me sorri,
e você se deixa levar...
não permita a paixão te enganar,
não permita a solidão dominar.
me queira, sem eira nem beira.
me deixa, sem eixa nem queixa.
me ensina, sem ina nem sina.
a ser como você; só minha.
a solidão que você passou,
arrasou a credibilidade,
a verdade e a vontade.
agora, se me permite dizer,
que é tudo parte do saber,
parte do entender,
parte do te ter.
e se me permite ainda exigir,
não se aflinja contra mim,
quero você sem ponto nem fim.
dentro das minhas próprias barreiras,
tudo teve um fim.
tem algo dentro de mim,
meche sem temer a ponto fraco,
escorre sem chorar a verdade,
clama sem rezar seu perdão.
a distancia eu mato com vontade
a vontade eu mato com amor
o amor eu faço com você.
Sunday, October 28, 2007
Saturday, October 27, 2007
Thursday, October 25, 2007
O que não se vê, sente
Semente plantada na mente
Semeia o mal, se mente
Se meia pessoa, inteligente
De mente aberta, vigente.
Vi gente sem mente
Que mente pelo mundo
Seu sêmem, seu sumo
Minha verdade, assumo
Sei, sou cego e surdo
Mudo pro mundo.
Mudo o mundo
Com minha mente,
Minha semente
Que não mente meu sumo.
Thursday, August 24, 2006
melancolia estimula a criatividade, a ciência e o pensamento.
ou a criatividade, a ciência e o pensamento estimulam a melancolia?
o principio é a melancolia ou o a reflexão?
pessoas nascem geneticamente melancólicas ou geneticamente reflexivas, ou ate mesmo geneticamente pensadoras?
genialidade hoje é banalizada a ponto de pequenas bases de conhecimento.
seria então o conhecimento a parte principal da genialidade?
ou o conhecimento seria apenas um reflexo da verdadeira genialidade?
tenho como ponto de vista que o verdadeiro gênio adquiri conhecimento apenas pelo fato de ser gênio, não pelo fato de ser aplicado a obtenção dos mesmo.
o verdadeiro gênio tem a opção de viver ou esta fadado a melancolia e angustia?
se esta fadado a melancolia, então a reflexão é o principio.
se tem a escolha, então a reflexão é causa da melancolia.
melancolia é coisa de gênios e loucos.

